beijar, entender e existir
Tem um tempo que eu venho pensando no mundo como um mar de informações que eu nunca vou entender. Se todo mundo (e é o que tudo indica) tem um cérebro igual o meu, pensa tanto quanto eu, existe os mesmos dias e minutos que eu, então talvez o mundo realmente seja isso. Um computador armazenando data infinitamente, mas a cada minuto surgem mais e mais, e as antigas não se apagam, ficam na nuvem, nas pastas, na memória. Uma rede de fios complexos que se interligam das mais imagináveis maneiras. Eu não consigo, na maior parte dos dias, acompanhar nem o fluxo da minha própria consciência, então quão desesperador é imaginar que todo mundo tem uma? Uns tempos atrás eu achava que era tudo uma simulação e eu era a única pessoa de verdade. Eu acreditava de verdade nisso e queria voltar a acreditar. Algo meio religioso, pois os pensamentos dos outros não são tangíveis. Não há uma confirmação de que as outras pessoas pensam, porque meu único acesso ao pensamento alheio é o que eles dizem pens...